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|CAMINHO| 15 DE MAIO DE 2018



Eu sinto como se tivesse um buraco negro dentro de mim, sugando todos meus pensamentos bons e minhas atitudes positivas; Uma hora eu me sinto extremamente feliz, chega ando com um salto no passo e no segundo seguinte eu estou sendo arrastada para dentro de mim e não é nada bonito. 

Me sinto podre por dentro, um corpo vazio, uma alma machucada, todo o esforço que eu tenho para esconder isso cai por terra e eu por mais que eu minta para os outros eu não consigo mentir mais para mim mesma, cada partezinha de mim se questiona o motivo de estar aqui e de repente é uma guerra na minha cabeça tão grande que eu não consigo me distrair e sem minhas distrações eu não sou nada, sem minhas distrações eu sucumbo a toda essa podridão que eu sinto em mim e por favor não me pergunte, porque eu realmente não sei explicar porque me sinto assim, tão inadequada.

A ironia da situação não passa despercebida para mim, eu sei que não tem sentindo me sentir assim, eu sei que sou amada, que as pessoas se importam comigo, mas NÃO CONSIGO EVITAR e eu grito e grito e grito na minha cabeça mas não quero que ninguém ouça, não quero que as pessoas ao meu redor vejam essas falhas, mas ao mesmo tempo me pergunto se não estou me enganando e se tudo isso não é de fato um pedido silencioso por atenção. Me sinto ridícula e cheia de dúvidas, me sinto inútil, feia, desproporcional e como se eu abrigasse tudo de ruim ao mesmo tempo que faço o que posso para fazer tudo de bom para os outros, não sei porque.

As dúvidas na minha cabeça doem tanto, eternos questionamentos de ser ou não ser e inevitáveis auto-analises que só levam a uma aversão ainda maior de mim. Não sei se me odeio, acho o “ódio” uma palavra muito forte, mas sei que não gosto muito de mim, é como se tivesse duas pessoas vivendo em mim e elas não se dão bem e brigam constantemente, brigam sem motivo até se esgotar, até tudo ficar tão insuportável para mim que o único jeito de recobrar um pouco de qualquer controle, de qualquer normalidade, de qualquer silencio na minha própria cabeça é me machucando – é bem eficaz, mas não recomendo. 

É como se o corte silencia-se as dúvidas, os pensamentos gritantes e constantes na minha cabeça, não é uma questão de punição é mais como uma questão de sanidade, o corte me acalma e de certa forma me lembra que não importa o quanto as coisas fiquem intensas na minha cabeça, eu sempre vou ter um jeito de voltar “ao normal”.

Gostaria de não conhecer as pessoas, assim elas não iria ficar decepcionadas como você provavelmente estar agora. Eu não sei o que eu tenho, eu não sei nem se realmente tenho algo e nem sei se eu quero melhorar, as vezes quando você está caindo é melhor se deixar ser abatido. 

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